A Reforma Tributária do Consumo é um dos temas mais discutidos no ambiente empresarial brasileiro. Desde que sua regulamentação foi publicada, empresas passaram a buscar respostas sobre impactos práticos, aumento de carga tributária, mudanças na emissão de notas e efeitos no Simples Nacional. Nesse cenário, o contador assume um papel fundamental: traduzir a legislação em orientação clara, segura e estratégica.

Reunimos abaixo as principais dúvidas sobre a Reforma Tributária, com explicações objetivas e aprofundadas para ajudar você a conduzir essas conversas com confiança.

6 Principais dúvidas sobre a Reforma Tributária

Quando a Reforma Tributária começa a valer e quais impostos mudam?

A Reforma Tributária não entra em vigor de forma imediata e integral. Ela será implementada gradualmente a partir de 2026, dentro de um período de transição que se estende até 2033. Durante esse intervalo, o sistema atual e o novo modelo irão coexistir, exigindo adaptação progressiva de empresas, escritórios contábeis e sistemas.

No que diz respeito aos tributos, há uma reorganização importante. O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) substitui o ICMS e o ISS, consolidando a tributação estadual e municipal sobre consumo. Já a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substitui o PIS e a Cofins, unificando a tributação federal sobre bens e serviços.

O IPI permanece formalmente existente, mas com alíquotas zeradas na maior parte das operações, mantendo incidência concentrada em situações específicas, como as relacionadas à Zona Franca de Manaus.

Na prática, a proposta não é simplesmente aumentar ou criar novos impostos, mas simplificar e reorganizar a estrutura atual.

Vou pagar mais imposto com a Reforma Tributária?

Essa é, provavelmente, a pergunta mais recorrente e a resposta é: depende.

A proposta da Reforma Tributária não prevê aumento global da carga tributária, mas sim redistribuição. O impacto será diferente conforme o setor, o modelo de negócio, a posição na cadeia produtiva e o perfil dos clientes.

Empresas que hoje enfrentam cumulatividade elevada podem se beneficiar do novo modelo de crédito amplo. Outras podem perceber ajustes na carga dependendo da estrutura de custos e operações.

Por isso, não existe uma resposta única. Cada empresa precisa ser analisada individualmente, com simulações e comparações entre o modelo atual e o futuro. A decisão estratégica deve ser baseada em dados, não em suposições.

O que muda na emissão de notas fiscais?

A emissão de documentos fiscais passa a refletir diretamente os novos tributos. As notas fiscais passam a destacar IBS e CBS, exigindo novos campos, novos códigos e maior atenção à classificação tributária das operações.

A classificação deixa de ser apenas um detalhe cadastral e passa a ter impacto direto no cálculo do imposto, no direito ao crédito e na validação pelo governo. Uma parametrização incorreta pode resultar em apuração equivocada, divergências na apuração assistida e possíveis inconsistências fiscais.

Além disso, os layouts dos documentos eletrônicos estão sendo atualizados para incorporar os novos tributos, exigindo que sistemas estejam adequados às Notas Técnicas publicadas.

Na prática, a reforma reforça que não basta emitir a nota — é essencial emitir corretamente, com dados consistentes desde a origem.

O Simples Nacional vai acabar? Como ele funciona com a Reforma Tributária?

O Simples Nacional não será extinto. Ele permanece como regime diferenciado para micro e pequenas empresas.

No entanto, surge uma decisão estratégica adicional. As empresas optantes poderão escolher entre continuar recolhendo IBS e CBS dentro do DAS ou optar pelo recolhimento desses tributos fora do Simples, no regime regular.

Se permanecerem integralmente no DAS, os clientes poderão aproveitar crédito apenas proporcional ao valor efetivamente recolhido. Caso optem por recolher IBS e CBS fora do Simples, passam a transferir crédito integral aos compradores — o que pode ser decisivo em operações B2B.

Essa escolha é irretratável e deve considerar o perfil dos clientes. Empresas que vendem majoritariamente para outras empresas podem precisar avaliar com cuidado a competitividade gerada pelo crédito. Já aquelas que atuam predominantemente no B2C tendem a sentir menos impacto nesse aspecto.

A decisão deixa de ser apenas tributária e passa a ser estratégica.

O que é o split payment e ele pode afetar minha empresa?

O split payment é um mecanismo que permite a separação automática do valor do imposto no momento do pagamento da operação. Em vez de o valor total da venda entrar integralmente no caixa da empresa, a parcela correspondente ao tributo pode ser direcionada diretamente ao governo.

Embora o objetivo seja aumentar controle e reduzir inadimplência tributária, o modelo pode impactar o fluxo de caixa das empresas, especialmente aquelas com margens mais apertadas ou forte dependência de capital de giro.

Ainda que o modelo esteja em fase de implementação gradual, é fundamental que empresas e contadores considerem esse possível impacto em suas projeções financeiras.

O que a Contmatic está fazendo para atender à Reforma Tributária?

A preparação para a Reforma Tributária não começou agora. A Contmatic adotou uma postura antecipada, promovendo adequações e desenvolvendo funcionalidades alinhadas às novas exigências legais.

Entre as iniciativas já implementadas estão ferramentas de simulação para análise comparativa entre o modelo atual e o futuro, adequações nos sistemas para exibição de IBS e CBS, atualização de layouts de documentos fiscais e evolução contínua dos emissores de notas.

Além da tecnologia, há acompanhamento constante das publicações oficiais, participação em projetos piloto e produção de conteúdos educativos para apoiar contadores e empresas durante a transição.

O objetivo não é apenas adaptar sistemas, mas oferecer segurança, previsibilidade e apoio estratégico em um momento de transformação profunda.

Como se preparar com segurança para a Reforma Tributária

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança legal, é uma transformação estrutural que impacta sistemas, processos, decisões estratégicas e o posicionamento do contador diante do cliente.

Nos próximos anos, empresas precisarão de orientação clara, simulações precisas e tecnologia preparada para lidar com o novo modelo de IBS e CBS. E o contador será o principal responsável por conduzir essa adaptação com segurança.

Se você quer:

  • Entender como a Reforma impacta cada perfil de cliente;
  • Comparar a carga tributária atual com o novo modelo;
  • Preparar seu escritório para a fase de transição;
  • Atuar de forma mais consultiva e estratégica.

É fundamental contar com ferramentas e informação atualizada. A Contmatic já está preparada para essa nova realidade, com sistemas adequados aos novos layouts fiscais, simuladores de impacto tributário e acompanhamento contínuo das publicações oficiais.

Quer saber como preparar seu escritório para a Reforma Tributária?
Conheça as soluções e materiais exclusivos da Contmatic e esteja à frente na transição para o novo sistema tributário.

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