Se você trabalha com contabilidade, já sentiu que o mercado está mudando rápido demais para “acompanhar no braço”. Um dia é regra nova, no outro é ajuste de alíquota, e quando você acha que estabilizou… vem a Reforma Tributária com um novo sistema baseado em IVA Dual (CBS + IBS), transição até 2033, e um conceito que pode mudar a rotina do fechamento: Split Payment.
A boa notícia? A Reforma Tributária também é uma chance real de tirar o escritório do modo “apaga incêndio” e levar a operação para um nível de controle, previsibilidade e escala, com integração e automação.
A pergunta prática é: o que muda, quando muda e o que você (contador) precisa organizar agora para não virar refém do retrabalho?
Neste guia, você vai entender:
- O que é o IVA Dual e como funcionam CBS (federal) e IBS (estadual/municipal)
- Quais tributos serão extintos e quais entram no lugar
- O cronograma de transição de 2026 a 2033
- O que observar em Simples Nacional e Split Payment
- Como se preparar com processos mais inteligentes e como o Simplifique se encaixa nisso com integração e automação
O que é a Reforma Tributária e por que ela muda tudo
A Reforma Tributária tem um objetivo claro: simplificar o consumo e reduzir a complexidade do sistema atual, que hoje mistura tributos federais, estaduais e municipais com regras diferentes, cumulatividade em algumas etapas e uma rotina operacional pesada para empresas e contadores.
Na prática, o impacto vai muito além do “conceito tributário”. Ele bate em:
- Cadastro de produtos/serviços
- Classificação fiscal
- Documentos fiscais e dados
- Apuração e créditos
- Rotina de conferência
- Tempo de fechamento
- Risco de inconsistência fiscal
Ou seja: quem continuar dependendo de processos manuais vai sentir o custo crescer. Quem usar a transição para automatizar e integrar tende a ganhar produtividade e margem.
IVA Dual: o que são CBS (federal) e IBS (estadual/municipal)
O centro da Reforma Tributária é o IVA Dual, composto por dois novos tributos sobre consumo:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
- Âmbito: Federal
- Ideia: substituir tributos federais do consumo (principalmente PIS e COFINS)
- Efeito prático: muda a forma de apuração e a lógica de créditos ao longo do tempo, exigindo mais consistência de dados
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
- Âmbito: Estadual e municipal (unifica a lógica de ICMS e ISS)
- Efeito prático: padroniza regras e reduz a “briga” operacional entre legislações, mas cria novas exigências de conformidade e governança de dados
Quais impostos serão extintos (e o que entra no lugar)
Um dos pontos mais buscados no Google é direto: quais tributos acabam com a Reforma Tributária?
Tributos extintos (total ou transição)
A Reforma prevê a substituição de tributos como:
- PIS
- COFINS
- IPI (parcial: com exceções, como situações específicas)
- ICMS
- ISS
Novos tributos
Entram no lugar:
- CBS
- IBS
- Imposto Seletivo (IS)
O Imposto Seletivo tende a incidir sobre itens específicos (com finalidade extrafiscal), o que importa aqui é: ele será mais um componente a considerar em precificação e práticas dependendo do setor do cliente.
Cronograma da Reforma Tributária: o que acontece de 2026 a 2033
2026: início da cobrança
- 0,9% CBS + 0,1% IBS
- Objetivo: testar e calibrar o sistema
- Haverá compensação com PIS/COFINS para evitar aumento imediato de carga nessa fase
O que isso significa para o contador em 2026?Mesmo com alíquotas pequenas, será o ano em que muita operação “descobre” onde estão os gargalos:
- Dados que chegam atrasados
- Cadastro inconsistente
- XML que dependem do cliente
- Integrações falhas
- Time apagando incêndio
2027: CBS total e fim do PIS/COFINS
- Extinção do PIS/COFINS
- Vigência plena da CBS
- IPI com alíquota zero (exceto situações específicas como a ZFM)
O que muda na prática?O fiscal começa a ficar mais sensível a qualidade de dados, parametrização e consistência. Quem não padronizou processos vai gastar mais tempo “corrigindo na unha”.
2029 a 2032: transição gradual ICMS/ISS para IBS
- ICMS e ISS diminuem gradualmente
- IBS aumenta gradualmente
Esse período costuma ser onde a confusão operacional pode crescer, porque será um “meio a meio” com convivência de regras e ajustes progressivos.
2033: novo sistema completo
- Vigência integral do novo modelo
- IBS substitui integralmente ICMS/ISS
Alíquotas e regimes específicos: onde os escritórios precisam ficar atentos
Simples Nacional na Reforma Tributária
Para o público do Simples, a pergunta não é “vai acabar?” e sim:
- Como ficam regras e créditos
- Como fica a competitividade dos clientes
- Como lidar com operações híbridas (clientes com partes do negócio em lógicas diferentes)
Split Payment: por que esse termo vai aparecer cada vez mais
O Split Payment tende a ser um dos maiores pontos de mudança “de rotina”, porque altera a lógica de pagamento/repasse do tributo no fluxo financeiro.
Mesmo sem entrar em detalhes jurídicos aqui, a visão operacional é:
- Aumenta a necessidade de controle transacional
- Exige dados corretos na origem
- Penaliza processos manuais e “em cima da hora”
O maior risco da Reforma Tributária é a operação
Como o Simplifique ajuda na prática
O Simplifique é uma plataforma em nuvem que ajuda a organizar emissão e documentos fiscais com foco em reduzir retrabalho e dar previsibilidade.
- Padronizar a emissão de notas
- XML e notas automaticamente, automático para o contador reduzindo dependência de envio manual
- Eliminar importações e “caça a documento”
- Aumentar controle e velocidade no fechamento
- Operar com mais tranquilidade em um cenário com CBS/IBS e novas exigências
Checklist: como se preparar para a Reforma Tributária agora (2026 em diante)
- Revisar o fluxo de entrada de documentos fiscais (XML/NF): depende do cliente ou chega automaticamente?
- Padronizar emissão: clientes emitem “cada um do seu jeito” ou existe padrão?
- Revisar cadastros críticos: NCM, CFOP, CST/CSOSN, regras de operação
- Mapear gargalos do fechamento: onde o time mais perde tempo?
- Criar um plano de transição por carteira: top clientes primeiro
- Adotar ferramenta que reduza fricção e aumente controle
Se você quer atravessar 2026–2033 com mais controle, menos urgência e uma operação preparada para CBS/IBS e novas exigências, o caminho mais seguro é começar pela base: padronizar, integrar e automatizar.

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