A Reforma Tributária já deixou de ser um assunto restrito às áreas fiscal e tributária. À medida que a transição se aproxima, empresários de todos os segmentos começam a perceber que as mudanças irão muito além de novos impostos e nomenclaturas.

Na prática, a reforma impactará preços, margens, fluxo de caixa, emissão de documentos fiscais, formação de créditos e até a competitividade das empresas. Isso significa que os clientes começarão a fazer perguntas — muitas perguntas.

E, em grande parte dos casos, o primeiro profissional procurado para respondê-las será o contador. Mais do que nunca, os escritórios precisarão estar preparados para assumir um papel consultivo, traduzindo um cenário complexo em orientações claras, seguras e estratégicas.

A seguir, reunimos as 10 dúvidas que provavelmente estarão nas próximas reuniões com seus clientes.

1. Vou pagar mais imposto com a Reforma Tributária?

Essa talvez seja a pergunta mais frequente e também uma das mais difíceis de responder com um simples "sim" ou "não".

A proposta da Reforma Tributária não é aumentar a carga tributária total do país, mas redistribuí-la. Isso significa que o impacto será diferente para cada empresa.

Fatores como:

  • atividade econômica;
  • perfil dos clientes;
  • estrutura de custos;
  • posição na cadeia produtiva;
  • modelo de negócio;

podem alterar significativamente os resultados.

Por isso, o contador precisará abandonar respostas genéricas e trabalhar cada vez mais com análises individualizadas e simulações de cenários.

2. Quando a Reforma Tributária começa a valer?

Outra dúvida recorrente é sobre o início das mudanças. A Reforma Tributária começa oficialmente em 2026, mas sua implementação será gradual e se estenderá até 2033.

Durante esse período, haverá convivência entre o sistema atual e o novo modelo baseado no IBS e na CBS. Isso significa que empresas e escritórios precisarão lidar com duas lógicas tributárias simultaneamente por vários anos.

3. O que são IBS e CBS?

Para muitos empresários, essas novas siglas ainda são um mistério.

De forma simplificada:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substituirá o PIS e a Cofins;
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) substituirá o ICMS e o ISS.

Ambos seguirão a lógica do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), modelo utilizado em diversos países e que busca simplificar a tributação sobre o consumo.

4. Minha empresa precisará mudar a forma de emitir notas fiscais?

A resposta é: provavelmente sim.

Os documentos fiscais passarão a receber novos campos relacionados ao IBS e à CBS, além de exigirem informações cada vez mais precisas. A qualidade dos cadastros e das classificações tributárias ganhará enorme importância.

Erros que antes passavam despercebidos poderão gerar:

  • créditos negados;
  • inconsistências;
  • rejeições;
  • autuações futuras.

5. O Simples Nacional vai acabar?

Não. O Simples Nacional continuará existindo. Porém, a reforma cria novas decisões estratégicas para as empresas enquadradas nesse regime.

Dependendo do perfil de clientes e da cadeia de negócios, algumas empresas precisarão avaliar se vale a pena permanecer recolhendo tudo pelo DAS ou optar por recolher IBS e CBS fora dele. Essa será uma análise individual, que exigirá acompanhamento próximo do contador.

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6. O que é o Split Payment e como ele pode impactar minha empresa?

O Split Payment é um dos conceitos que mais despertam curiosidade. Nesse modelo, parte do valor pago pelo cliente poderá ser direcionada automaticamente ao governo para quitação dos tributos.

Embora o modelo ainda esteja em construção e dependa de regulamentações complementares, ele pode trazer impactos relevantes no:

  • fluxo de caixa;
  • capital de giro;
  • gestão financeira das empresas.

Por isso, esse tema já entrou definitivamente na pauta das discussões empresariais.

7. A Reforma Tributária vai exigir novos sistemas?

Mais do que novos sistemas, ela exigirá sistemas preparados.

As mudanças envolvem:

  • novos layouts fiscais;
  • documentos eletrônicos;
  • integração de dados;
  • apuração assistida;
  • automatização de processos.

A tecnologia deixará de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passará a ser um elemento essencial de conformidade.

8. O governo vai ter mais acesso às informações das empresas?

Sim. A tendência é de uma fiscalização cada vez mais digital, baseada em cruzamento eletrônico de dados. Com a evolução da apuração assistida, as informações presentes nos documentos fiscais se tornam ainda mais relevantes.

Isso aumenta a importância de:

  • cadastros corretos;
  • processos organizados;
  • dados consistentes;
  • parametrizações adequadas.

9. Minha empresa precisa fazer algo agora ou ainda é cedo?

Muitos empresários acreditam que, por a transição ser longa, ainda existe bastante tempo. Mas a preparação já começou.

Os próximos meses são fundamentais para:

  • entender os impactos;
  • revisar cadastros;
  • mapear processos;
  • avaliar riscos;
  • realizar simulações.

Quem se antecipa ganha tempo, reduz riscos e toma decisões mais seguras.

10. Como saber se minha empresa será uma das mais impactadas?

Não existe uma resposta única. Alguns setores sentirão efeitos mais significativos do que outros, e cada empresa terá uma realidade própria.

Por isso, a melhor forma de responder essa pergunta é por meio de:

  • análise individual;
  • simulações;
  • comparação de cenários;
  • estudos de impacto.

Esse é justamente um dos espaços em que o contador assume um papel cada vez mais consultivo e estratégico.

O contador precisa estar pronto antes das perguntas chegarem

A Reforma Tributária representa uma mudança histórica para o ambiente empresarial brasileiro. os próximos meses, clientes de todos os segmentos buscarão orientação, esclarecimentos e segurança para tomar decisões.

Quem estiver preparado para responder essas perguntas deixará de ser visto apenas como um profissional operacional e passará a ocupar uma posição de maior relevância estratégica.

Mais do que conhecer a legislação, será necessário traduzir a complexidade da reforma em orientações práticas e aplicáveis à realidade de cada negócio. E essa transformação já começou.

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As dúvidas dos seus clientes não vão esperar até 2033. Por isso, a Maratona da Reforma Tributária da Contmatic foi criada para ajudar contadores, profissionais fiscais e gestores a compreenderem os impactos reais da transição e se prepararem para o novo cenário tributário.

Durante três dias de conteúdo, especialistas irão aprofundar temas como:

✔ IBS e CBS na prática;
✔ impactos para empresas e escritórios;
✔ novas oportunidades consultivas;
✔ tecnologia e adaptação dos sistemas;
✔ riscos e oportunidades da transição.

Se você quer estar preparado para responder às perguntas dos seus clientes com segurança e assumir uma posição de protagonismo na nova era tributária, este é o momento.

Participe da Maratona da Reforma Tributária e prepare seu escritório para liderar as mudanças que estão transformando a contabilidade brasileira.

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