Resumo

O diagnóstico da carteira deve começar pelo levantamento de sete informações: regime tributário, atividades e produtos ou serviços, perfil das receitas, compras e fornecedores, características das operações, dados fiscais atuais e qualidade das informações. O objetivo é identificar particularidades, lacunas de dados e clientes que precisam de uma análise mais aprofundada. O Contábil Phoenix, com o Simulador da Reforma Tributária, pode apoiar a organização dos dados e a análise de possíveis impactos, conforme as informações e premissas utilizadas.

A Reforma Tributária exige que os escritórios contábeis olhem para a carteira de clientes além das obrigações fiscais de rotina. Para orientar empresas durante a transição, será necessário compreender como cada negócio opera, quais atividades exerce, como compra e vende e quais informações precisam ser analisadas para avaliar possíveis impactos tributários.

O desafio é que essas respostas nem sempre estão organizadas. Informações sobre produtos, serviços, operações, fornecedores e faturamento podem estar distribuídas entre cadastros, documentos fiscais, sistemas e planilhas. Sem uma visão estruturada, fica mais difícil identificar quais clientes precisam de atenção prioritária e quais dados ainda precisam ser levantados antes de realizar uma análise.

Por isso, a preparação para a Reforma Tributária deve começar com um diagnóstico da carteira. Antes de simular cenários ou recomendar mudanças, o contador precisa conhecer as características de cada empresa e reunir informações que permitam avaliar sua realidade. Neste artigo, você confere sete pontos para incluir nesse levantamento e como organizar esse trabalho com apoio da tecnologia.

Por que mapear a carteira de clientes antes de analisar os impactos da Reforma?

Nem todos os clientes do escritório possuem a mesma estrutura operacional ou tributária. Uma empresa comercial que compra mercadorias para revenda apresenta características diferentes de uma indústria, de uma prestadora de serviços ou de um negócio enquadrado no Simples Nacional.

Essas diferenças influenciam quais informações precisam ser analisadas e quais perguntas devem orientar o diagnóstico. Por isso, aplicar a mesma avaliação superficial a toda a carteira pode deixar de lado particularidades importantes.

O primeiro passo é criar uma visão organizada dos clientes, identificar as informações disponíveis e localizar as lacunas que precisam ser preenchidas. Com essa base, o contador consegue priorizar análises, planejar conversas com os empresários e preparar os dados necessários para simulações de cenários tributários.

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Checklist: 7 informações para levantar na carteira de clientes

1. Regime tributário e enquadramento da empresa

O primeiro ponto é identificar o regime tributário atual de cada cliente e verificar se existem particularidades que precisam ser consideradas na análise. É importante mapear, por exemplo, empresas do Simples Nacional, do Lucro Presumido e do Lucro Real, além de identificar situações específicas que possam alterar o planejamento.

O enquadramento, isoladamente, não determina todo o impacto da Reforma Tributária. Ele funciona como ponto de partida para compreender o contexto de cada empresa e definir quais aspectos precisam de investigação adicional.

O que levantar

  • ✓ Regime tributário atual.
  • ✓ Atividades efetivamente exercidas pela empresa.
  • ✓ Existência de operações ou tratamentos tributários específicos.
  • ✓ Particularidades do enquadramento que mereçam análise individual.
  • ✓ Necessidade de revisar o planejamento tributário diante das mudanças.

Por que isso importa? Porque o diagnóstico precisa considerar a realidade tributária de cada cliente, em vez de partir de uma conclusão genérica para toda a carteira.

2. Atividades, produtos e serviços comercializados

Saber apenas o CNAE principal não é suficiente para compreender todas as operações de uma empresa. Um mesmo negócio pode comercializar produtos diferentes, prestar serviços variados ou combinar atividades com características tributárias distintas.

Por isso, o contador deve investigar o que a empresa realmente vende, quais serviços presta e como essas operações são classificadas nos cadastros e documentos fiscais. A qualidade dessas informações é especialmente importante quando a análise depende da correta identificação dos itens comercializados e de seu tratamento tributário.

O que levantar

  • ✓ Atividades efetivamente realizadas, além do CNAE principal.
  • ✓ Principais produtos comercializados ou fabricados.
  • ✓ Serviços prestados e suas características.
  • ✓ Classificações fiscais utilizadas nos cadastros, como NCM e NBS, quando aplicáveis.
  • ✓ Divergências, descrições genéricas ou cadastros que precisam de revisão.

Por que isso importa? Porque informações incompletas ou classificações inadequadas podem comprometer a análise e dificultar a identificação dos possíveis efeitos da Reforma sobre as operações.

3. Perfil das receitas e das operações de venda

O faturamento é uma informação importante, mas o valor total da receita não explica sozinho como a empresa funciona. Para entender os possíveis impactos tributários, é necessário conhecer a composição das receitas e as características das operações que as originam.

Uma empresa pode ter diferentes linhas de produtos, prestar serviços distintos ou atender mercados com dinâmicas comerciais específicas. Essas particularidades devem ser consideradas no levantamento, especialmente quando o objetivo é comparar cenários.

O que levantar

  • ✓ Faturamento por período.
  • ✓ Participação de produtos e serviços na receita.
  • ✓ Principais tipos de operação comercial.
  • ✓ Perfil das vendas, incluindo operações recorrentes e eventuais.
  • ✓ Operações que mereçam análise tributária específica..

Por que isso importa? Porque a composição da receita ajuda a construir uma visão mais realista do negócio e evita que a análise seja baseada apenas em valores consolidados.

4. Perfil das compras e dos fornecedores

O diagnóstico não deve olhar somente para o que a empresa vende. As compras também fazem parte da análise, pois a estrutura de fornecimento, os produtos adquiridos e as condições das operações podem influenciar a avaliação dos créditos tributários e dos custos do negócio no contexto da Reforma.

Nesse levantamento, vale identificar os principais fornecedores, a natureza das aquisições e a qualidade das informações disponíveis nos documentos fiscais. Também é importante verificar quais dados precisam ser complementados antes de realizar simulações.

O que levantar

  • ✓ Principais fornecedores e sua participação nas compras.
  • ✓ Produtos, mercadorias, insumos e serviços adquiridos.
  • ✓ Volume de compras por período.
  • ✓ Informações fiscais presentes nos documentos de entrada.
  • ✓ Dados necessários para avaliar possíveis créditos e seus critérios de aplicação.

Por que isso importa? Porque a análise da Reforma Tributária deve considerar a operação de forma abrangente, incluindo as aquisições e suas relações com a atividade econômica da empresa.

5. Operações, localização e características comerciais

A forma como uma empresa opera também precisa entrar no diagnóstico. Localização dos estabelecimentos, origem e destino das operações, perfil dos clientes e canais de venda ajudam a compreender a dinâmica comercial do negócio.

Essas informações podem revelar diferenças relevantes entre empresas que, à primeira vista, parecem semelhantes. Um comércio com vendas concentradas em uma região, por exemplo, possui uma dinâmica operacional diferente de uma empresa que atende clientes em diversas localidades ou realiza operações com características específicas.

O que levantar

  • ✓ Localização dos estabelecimentos.
  • ✓ Principais mercados atendidos.
  • ✓ Origem e destino das operações, conforme aplicável.
  • ✓ Canais de venda e formas de comercialização.
  • ✓ Operações que exijam avaliação específica em função de suas características.

Por que isso importa? Porque conhecer o fluxo das operações ajuda a definir quais aspectos devem ser considerados na análise tributária e quais informações adicionais serão necessárias.

6. Carga tributária atual e informações fiscais disponíveis

Para avaliar possíveis mudanças, o contador precisa conhecer a situação atual da empresa. Isso envolve reunir informações sobre tributos, apurações e documentos fiscais que ajudem a compreender a estrutura tributária existente.

O objetivo não é simplesmente comparar alíquotas isoladas, mas organizar os dados que servirão de referência para a análise. Também é importante distinguir informações efetivamente apuradas de estimativas e identificar eventuais lacunas que possam comprometer a confiabilidade dos resultados.

O que levantar

  • ✓ Informações sobre os tributos atualmente apurados.
  • ✓ Dados fiscais e contábeis disponíveis por período.
  • ✓ Documentos e registros necessários para compreender a operação.
  • ✓ Particularidades da apuração atual.
  • ✓ Pendências de informação que precisam ser resolvidas antes da simulação.

Por que isso importa? Porque uma comparação entre cenários precisa partir de uma base consistente. Sem dados confiáveis sobre a situação atual, o escritório corre o risco de produzir análises incompletas ou pouco úteis para a tomada de decisão.

7. Qualidade dos dados, sistemas utilizados e pontos de atenção

O último item é transversal aos anteriores: verificar se as informações estão organizadas, atualizadas e disponíveis para análise. Não basta saber quais dados seriam necessários; o contador precisa identificar onde eles estão, se são confiáveis e quais processos precisam ser ajustados para reuni-los.

Esse levantamento também ajuda a definir prioridades. Alguns clientes podem ter cadastros bem estruturados e informações facilmente acessíveis. Outros podem exigir uma etapa prévia de saneamento de dados, revisão de classificações ou complementação documental.

O que levantar

  • ✓ Sistemas utilizados para registrar informações contábeis e fiscais.
  • ✓ Consistência e atualização dos cadastros.
  • ✓ Disponibilidade de documentos e dados históricos.
  • ✓ Existência de informações duplicadas, incompletas ou divergentes.
  • ✓ Necessidade de integração, revisão de processos ou complementação de dados.

Por que isso importa? Porque a qualidade da análise depende da qualidade das informações que a sustentam. Organizar os dados antes de simular cenários ajuda a reduzir retrabalho e torna o processo mais estruturado.

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Como transformar o checklist em um diagnóstico da carteira

Levantar essas sete informações é o primeiro passo. Para que o trabalho produza resultados, o escritório precisa transformar as respostas em um processo organizado, com prioridades e próximos passos definidos.

Uma forma de fazer isso é estruturar o diagnóstico em três etapas.

Primeiro, organize os clientes por perfil. Agrupe as empresas de acordo com o regime tributário, as atividades exercidas, as características das operações e o nível de complexidade identificado. Essa segmentação ajuda a reconhecer necessidades semelhantes sem deixar de considerar as particularidades de cada negócio.

Depois, identifique as lacunas de informação. Para cada cliente, registre quais dados já estão disponíveis, quais precisam ser atualizados e quais dependem de documentos ou esclarecimentos adicionais. Essa etapa evita iniciar uma simulação sem ter informações suficientes para interpretar os resultados.

Por fim, defina a prioridade das análises. Considere a complexidade das operações, a qualidade dos dados, as dúvidas identificadas e a necessidade de orientar o cliente. O objetivo é estabelecer uma sequência de trabalho coerente, em vez de tentar aprofundar todos os casos ao mesmo tempo.

Esse processo pode ser organizado em uma planilha ou ferramenta de acompanhamento, desde que o escritório mantenha critérios consistentes e consiga atualizar as informações ao longo do tempo.

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Como o Contábil Phoenix e o Simulador da Reforma Tributária podem apoiar essa análise

O diagnóstico da carteira depende de informações organizadas e de ferramentas que ajudem o contador a trabalhar com esses dados. Nesse contexto, o sistema contábil contribui para estruturar as informações da rotina, enquanto uma ferramenta de simulação pode apoiar a comparação de cenários e a avaliação de possíveis impactos.

O Contábil Phoenix e o Simulador da Reforma Tributária podem fazer parte desse processo, ajudando o escritório a conectar a organização dos dados à análise dos cenários tributários. O ponto central é utilizar as informações disponíveis como base para investigar situações concretas, identificar diferenças e preparar orientações mais adequadas à realidade de cada cliente.

É importante lembrar que a simulação não substitui a análise profissional nem garante, por si só, uma projeção definitiva do resultado futuro. A qualidade das informações fornecidas, as premissas adotadas e as características de cada operação precisam ser consideradas na interpretação dos cenários.

Para o escritório, o ganho está em estruturar melhor o trabalho: levantar os dados necessários, organizar as informações, avaliar os resultados e utilizar essa análise para orientar conversas mais produtivas com os empresários.

Organize sua análise antes de tomar decisões

A Reforma Tributária amplia a importância de conhecer a carteira de clientes em profundidade. Regime tributário, atividades, receitas, compras, operações comerciais, informações fiscais e qualidade dos dados formam uma base de investigação para identificar particularidades e planejar as próximas etapas.

Quando o escritório transforma esse levantamento em um processo estruturado, fica mais fácil identificar lacunas, priorizar clientes e preparar análises com maior consistência. A tecnologia pode apoiar esse trabalho, mas os resultados dependem da qualidade das informações e da capacidade do contador de interpretar os cenários de acordo com a realidade de cada empresa.

Para dar o próximo passo, organize o diagnóstico e registre as informações que precisam ser levantadas, conferidas ou complementadas.

Conheça o Simulador da Reforma Tributária para organizar sua análise, estruturar o levantamento de informações e planejar os próximos passos com seus clientes


Perguntas frequentes sobre a Reforma Tributária (FAQ)

  • Quais informações o contador deve levantar sobre os clientes para a Reforma Tributária?
    O contador deve mapear o regime tributário, as atividades exercidas, os produtos e serviços comercializados, o perfil das receitas, as compras e os fornecedores, as características das operações, as informações fiscais atuais e a qualidade dos dados disponíveis.
  • Por que o regime tributário não é suficiente para avaliar o impacto da Reforma?
    Porque empresas com o mesmo regime podem ter atividades, estruturas de compra e venda e características operacionais diferentes. O regime é um ponto de partida, mas a análise precisa considerar a realidade de cada negócio.
  • Como a qualidade dos cadastros influencia a análise da Reforma Tributária?
    Cadastros incompletos, desatualizados ou com classificações inadequadas podem dificultar a compreensão das operações e comprometer a confiabilidade dos dados utilizados nas análises e simulações. Por isso, a revisão cadastral faz parte da preparação.
  • Quando o contador deve utilizar um simulador da Reforma Tributária?
    O simulador pode ser utilizado quando o escritório dispõe das informações necessárias e deseja comparar cenários ou avaliar possíveis impactos para um cliente. Os resultados devem ser interpretados considerando as premissas adotadas, a qualidade dos dados e as particularidades da operação.
  • Como organizar o diagnóstico da carteira de clientes?
    Uma abordagem prática é segmentar os clientes por perfil, registrar as informações disponíveis, identificar lacunas e definir prioridades de análise. O Workbook da Reforma Tributária pode apoiar a organização desse levantamento e o planejamento dos próximos passos.
  • O Workbook substitui a análise tributária do contador?
    Não. O Workbook é um recurso de organização e planejamento. A interpretação dos dados, a avaliação dos cenários e as orientações específicas para cada cliente continuam dependendo da análise profissional.

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